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quinta-feira, 31 de março de 2011

O Santo Daime

O Santo Daime é uma manifestação religiosa surgida em plena região amazônica nas primeiras décadas do século XX. Consiste em uma doutrina espiritualista que tem como base o uso sacramental de uma bebida enteógena (para os psiquiatras, uma droga psicodélica), a ayahuasca, com o fim de catalisar processos interiores e espirituais sempre com o objetivo de cura e bem estar do indivíduo. 

ayahuasca
Segundo seus adeptos, a doutrina do Santo Daime é uma missão espiritual cristã, que encaminha os seus praticantes ao perdão e a regeneração do seu ser. Isto acontece porque o daimista, ao participar dos cultos e ingerir o Santo Daime inicia um processo de auto conhecimento, que visa corrigir os defeitos e melhorar-se sempre, para que possa um dia alcançar a perfeição.

Nos rituais sempre são cantados hinos religiosos e usados maracás, um instrumento indígena ancestral, na maioria dos locais de culto, além de violas, flautas, bongôs e atabaques. 

O Santo Daime surgiu no estado brasileiro do Acre, no início do século XX, tendo como fundador o lavrador e descendente de escravos Raimundo Irineu Serra, que passou a ser chamado dentro da doutrina e por todos que o conheciam como Mestre Irineu. Após conhecer a bebida sacramental chamada de ayahuasca pelos nativos da região Amazônica, Irineu Serra teve uma visão de características marianas, em que um ser espiritual superior lhe entrega a missão do Santo Daime.



O Santo Daime - Texto de Natanael Rinaldi

 A origem do Nome Daime, vem do verbo dar, no imperativo. "'Daime' paz, 'Daime' saúde, 'Daime' felicidade!" - é a aspiração dos membros da entidade. É um tipo de seita eclética, uma mistura de espiritismo, cultos afro-brasileiros e catolicismo romano, resultantes de três culturas (a branca, a negra e a indígena). O livro sagrado que adotam é o seu hinário. As letras dos hinos constituem a diretriz para os seguidores. Todos os ensinamentos são ministrados por hinos naquele estado alterado de consciência proporcionado pelo Daime, encontrando-se neles suas crenças básicas. 

O fundador, Raimundo Irineu Serra, nasceu em 1892, no Maranhão, e faleceu em 1971. Aos 20 anos de idade, integrou um movimento migratório de nordestinos para trabalhar na extração de látex. Na floresta amazônica Irineu e seus companheiros foram misturando a sua cultura com a dos índios e aprenderam a preparar a bebida, que lhe provocava "visões". Numa dessas "visões" apareceu-lhe uma mulher chamada Clara, que se dizia Nossa Senhora da Conceição, a Rainha da floresta. 

Relatou Irineu que foi ela quem deu o nome de Santo Daime à bebida e ditou normas para a 
realização do ritual. Ele adquiriu poderes extra-sensoriais e aí passou a ter vidência e a comunicar-se com os mortos. Nas reuniões evocam Jesus Cristo e os santos católicos como Nossa Senhora da Conceição, São João Batista, São José. Paralelamente evocam entidades indígenas como Tuperci, Ripi Iaiá, Currupipipiraguá, Equior, Tucum, Barum, Marum Papai Paxá, B. G., Rei Titango, Rei Agarrube, Rei Tintuma, Princesa Soloína, Princesa Janaína e Marachimbé.

Os efeitos do chá

A bebida é preparada com o cozimento de dois vegetais da floresta amazônica: o cipó jagube (Banisteriopsis caspi) e a folha chacrona (Psychotria veridis). É conhecida como ayahuasca ou, abreviadamente, Oasca. É ingerida para proporcionar vidências, comunicação com espíritos, alívio físico e psíquico, curas, etc. É uma porta aberta para os estados alterados de consciência. Produz um desarranjo intestinal tão violento que a pessoa que o bebe sente necessidade de ter ao seu lado um vomitório móvel porque não há tempo de ir ao banheiro comum.

Fontes de Pesquisa: 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sobre bruxas sobre vassouras


♫Ô, bruxinha bonitinha da vassoura de capim...!♫
 
     Que bruxas voam montadas em vassouras de palha há muito tempo se sabe. O que muita gente não sabe é a origem dessa lenda. Como por trás de toda lenda existe sempre um cunho de verdade, com as bruxas, e logo com elas, não poderia ser diferente.

     Ocorre que em seus rituais ocultos nas florestas, na baixa Idade Média, as bruxas além de invocar seres malévolos como Incubus e Sucubus (falaremos destes oportunamente), trocar receitas de poções mágicas, executar rituais sagrados, cantar e dançar, também realizavam experiências mais, digamos assim, sensoriais. Para tais encontros elas costumavam levar, entre outros apetrechos, suas vassouras. Além de servir para limpar a clareira para os encontros as vassouras eram também usadas nas suas cirandas, como que para exorcizar a subserviência feminina, tão bem representada por tal objeto.

     Mas afinal de contas, pergunta-me você, como que as bruxas voavam nessas vassouras? Bom, as bruxas eram mesmo expertas no preparo de substâncias as mais diversas. Sendo que a matéria-prima estava bem ali ao alcance, na floresta. Ocorre que em seus rituais as feiticeiras esfregavam nos cabos de suas vassouras unguëntos feitos com ervas, como a belladonna, e cogumelos, de propriedades alucinógenas. Ao montarem as vassouras e executarem seu bailado o preparado entrava em contato com a vagina, região bastante irrigada sanguineamente e altamente enervada, fazendo com que os príncipios ativos alucinógenos agissem rapidamente, proporcionando a deliciosa sensação de voar...

     Por aí também se deduz que essas reuniões eram um festival de sibilas peladas. Sem falar que a calcinha só foi inventada muito tempo depois!

Para saber mais: Malleus Maleficarum


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Malleus Maleficarum

O Malleus Maleficarum, ou Malho (martelo) das Bruxas foi escrito em 1486 por H. Kramer e Jacob Sprenger, ambos membros da Ordem Dominicana e Inquisidores da Igreja Católica.
A obra acabou sendo sancionada como um instrumento de inquisitório contra bruxarias e heresias, através de uma bula papal promulgada pelo Papa Inocêncio VIII.   
Foi através desta histórica bula papal, que a igreja reconheceu a existência das bruxas e da bruxaria, bem como concedeu autorização para que os praticantes de bruxaria fossem perseguidos e eliminados. E assim inaugurou-se a sangrenta caça ás bruxas que durou séculos e foi responsável por um autêntico genocídio de mulheres e homens em todas a Europa, chegando mesmo a afetar os inícios da história norte-americana.
O Malleus Maleficarum disserta sobre os três elementos fundamentais á concretização da bruxaria, sendo eles:

                    
 I - A existência de uma bruxa;
                                         
II - A ajuda do demônio nas atividades e intentos da bruxa;
                                        
III - A permissão de Deus para que tais atos possam ocorrer.
O Malleus Maleficarum, é por isso um tratado sobre bruxaria, (identificando o fenómeno, assim como dissertando sobre os meios de o reprimir), que se encontra dividido em três secções, sendo estas:

Secção I - A primeira seção refuta a negação da existência da bruxaria, alegando que a mesma é uma realidade que embora invisivel é porem tangível e capaz de ter efeitos muito claros na vida das pessoas. Nesta secção, defende-se a existência do Diabo e toda a realidade demoníaca, afirmando que o demónio tem o poder de fazer grandiosos prodígios, assim como declarando que as bruxas existem para auxiliar os demónios a concretizarem os seus atos. Neste capítulo, é também esclarecido que terreno mais fértil e o mais poderoso favorecedor do poder do diabo é a sexualidade. Por isso, é afirmado que a mulher é mais passível de ser bruxa, pois o diabo tende a preferir corromper belas mulheres que gostam da ardência do prazer sexual. O vício sexual de belas mulheres é por isso a porta preferida do diabo para entrar neste mundo e recrutar as suas servas: «toda a bruxaria nasce da luxúria carnal, que nas mulheres (libertinas e viciadas no prazer sexual)  é insaciável».
Secção II - 
A segunda seção, descreve as formas de bruxaria que existem, assim como os remédios existentes para a combater.
Nesta seção do Malleus Maleficarum, os autores debruçam-se sobre a prática da bruxaria através da análise de casos concretos. Nesta secção dão analisados os poderes sobrenaturais das bruxas, assim como as técnicas de recrutamento de novas bruxas. Segundo esta secção, não é o Diabo que recruta directamente as suas servas neste mundo, mas antes são as bruxas que desempenham essa tarefa pelo Diabo, ou ao serviço do demónio. Esse recrutamento ocorre basicamente de 2 maneiras: fazendo ocorrer algo de mal na vida de uma mulher inocente, que se vê levada a consultar uma bruxa caindo nas teias desta, através das delícias do sexo ou pelo fascínio dos segredos obscuros. Ou introduzir belas mulheres ou demônios na forma de belos homens, para dessa forma envovê-la nas tentações carnais rumo ao caminho das trevas. Esta seção também revela como é que as bruxas lançam feitiços e encantamentos, assim como os remédios que podem proteger contra tais fenômenos mágicos. 
 
Secção III -
A terceira seção  destina-se a auxiliar os juízes inquisitórios na sua tarefa de identificar bruxas e combater o fenómeno da bruxaria.
Esta seção III é a parte jurídica do tratado, ou seja:
descreve como identificar e acusar uma bruxa. Os argumentos acusatórios são claramente expostos como um guia pratico para consulta dos magistrados da Santa Inquisição, facultando passo a passo um manual instrutório  que diz como se realizar um processo de julgamento de uma bruxa, desde o momento da recolha de provas para fins da acusação formal sobre bruxaria, aos métodos de interrogatório da bruxa e testemunhas, ate à formulação da acusação  e consequente julgamento.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Origem do 1 de abril – Dia da Mentira


Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia das Mentiras ou Dia dos Bobos, brincadeira que surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data da chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.
Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, onde o ano se iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

O dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's (países de língua inglesa) e Day ou Dia dos Tolos (Itália). Na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, (peixe de abril). Uma piada comum é a de pregar um peixe de papelão nas costas da pessoa. A ligação entre os peixes e o dia da mentira não está clara. Alguns acreditam que o peixe representa Jesus Cristo, freqüentemente representado por um peixe nos primeiros tempos da era cristã. Outra curiosidade interessante para destacar é que Napoleão ganhou o apelido de Poisson d'Avril quando casou com Maria Luísa da Áustria, em 1º de abril de 1810

No Brasil, o 1º de abril começou em Minas Gerais, onde circulou o periódico "A Mentira", lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

A revista Isto é, São Paulo, nº 1510, edição de 9 de setembro de 1998, noticiou o falecimento de Maurício Fruet, ex-prefeito de Curitiba e ex-deputado federal. A revista destacava o senso de humor do político "considerado o parlamentar mais brincalhão e espirituoso que passara pela Câmara dos Deputados. Como exemplo, conta que certa vez Fruet convocou uma falsa reunião de todo o secretariado do então governador coberto Requião no dia 1º de abril de 1990 (havia 15 dias que Requião tomara posse). Os Secretários, sem entenderem nada, passaram toda a madrugada no Palácio Iguaçu. De manhã, Fruet fez chegar a informação de que era um trote do Dia da, Mentira."

quinta-feira, 11 de março de 2010

A Loucura na Idade Média





Procurando assuntos relacionados ao tema da semana para o Blog, encontrei este texto interessante, que trata da Loucura na Idade Média. Neste período tão conturbado, a vida dos doentes mentais não era nada fácil. Estes indivíduos eram submetidos aos mais variados castigos e humilhações por parte das pessoas consideradas sãs.
A Idade Média para alguns historiadores situam seu início entre o ataque dos bárbaros a Roma, após a morte de Teodósio (395 d.C.) e a tomada de Roma por Alarico (410 d.C.) e termina em torno de 1453, ano da tomada de Constantinopla pelos turcos.
Nesse período, sob a influência do cristianismo, acreditava-se que o mundo era um todo organizado de acordo com os desígnios de Deus. Por isso, tudo e todos obedeciam à ordem divina.
Os insanos, os retardados e os miseráveis, eram considerados parte da sociedade e o principal alvo da caridade dos mais abastados, que assim procuravam expiar seus pecados.
Os dentes mentais eram chamados de “lunáticos” (do latim luna = Lua, pois se acreditava que a mente das pessoas era influenciada pelas fases da lua) ou “pecadores” (do latim peccatu = pecado, indicando a transgressão de qualquer preceito religioso ou a existência de certos defeitos ou vícios nos indivíduos). A doença mental era decorrente de uma relação defeituosa entre o homem e a divindade, um castigo pro faltas morais e pecados cometidos, ou provocada pela penetração de um espírito maligno no organismo do indivíduo ou, ainda, pela evasão da alma do corpo da pessoa.
Ainda assim, os loucos desfrutavam de relativa liberdade de ir e vir: suas famílias confiavam na caridade alheia para garantir a sobrevivência de seus filhos e aceitavam seus impulsos e características peculiares como “a vontade de Deus”. Muitas vezes, esses “insanos, lunáticos ou pecadores” eram submetidos a rituais religiosos de exorcismo ou adorcismo (ação mágico-terapêutica que buscava restabelecer no indivíduo sua alma perdida). Os padres, beatos, “homens santos” e membros da nobreza que praticavam esses rituais não agiam com crueldade física.
Doentes com distúrbios mentais mais graves ou mais agressivos eram flagelados, acorrentados, escorraçados, submetidos a jejuns prolongados, sob a alegação de estarem “possuídos pelos demônios”. Podiam até ser queimados. No final da Idade Média, vários indivíduos de comportamento “desviante”, de loucos a contestadores, foram assim perseguidos, julgados e queimados vivos nas fogueiras da Santa Inquisição.





sábado, 6 de março de 2010

Dadá



Sérgia Ribeiro da Silva, mais conhecida como Dadá nasceu em Belém de São Francisco, em 25/04/1915 em Salvador, foi uma cangaceira - única mulher a pegar em armas no bando de Lampião. Aos treze anos, é raptada por Corisco (Cristino Gomes da Silva Cleto) - o "Diabo Loiro", de quem seria prima.
Cabocla bonita, esbelta, conheceu o homem da sua vida de forma violenta, em meio a caatinga árida por onde vivia errante o bando de cangaceiros. Consta que seu defloramento provocara-lhe tanta hemorragia que por pouco não faleceu. A relação, que começara instintiva, transforma-se com o tempo. A vida nômade, seguindo o companheiro, que era o segundo homem, na hierarquia do bando, a chegada dos filhos, fez com que mais que uma amante Dadá se tornasse a companheira de Corisco com quem veio a se casar. Tiveram sete filhos, que eram ocultamente deixados em casas de parentes para serem criados. Destes, apenas três sobreviveram.
Num dos ataques feitos pelas
volantes (em outubro de 1939, na fazenda Lagoa da Serra em Sergipe), o Diabo Louro é ferido em ambas as mãos, perdendo a capacidade para atirar. Dadá, então, torna-se a primeira e única mulher a tomar parte ativa - e não meramente defensiva - nas lutas do cangaço.
Se o marido era temido como um dos mais violentos bandoleiros, consta que muitas pessoas tiveram sua vida poupada graças à intervenção de sua companheira. Dadá também era chamada "
Sussuarana do Cangaço".
Por sua luta e representatividade feminina, Dadá foi, na
década de 80, homenageada pela Câmara Municipal de Salvador. Na Bahia, que tivera Gláuber Rocha e tantos outros a retratar o cangaço nas artes, Dadá era a última prova viva a testemunhar o cotidiano de lutas, dificuldades e, também, de alegrias e divertimentos. Deu muitas entrevistas, demonstrando sua inteligência e desenvoltura. Morreu, na capital baiana, em 1994.

Maria Bonita


A primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros. Assim foi Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria Bonita. Nascida em 08/03/1911 (não por acaso o Dia Internacional da Mulher!!) numa fazenda em Santa Brígida, Bahia. Filha de Maria Joaquina Conceição Oliveira e José Gomes de Oliveira, Maria Bonita casou-se aos 15 anos. Seu casamento desde o início foi muito conturbado. José Miguel da Silva, sapateiro e conhecido como Zé Neném vivia às turras com Maria. O casal não teve filhos. Zé era estéril.

A cada briga do casal, Maria Bonita refugiava-se na casa dos pais. E numa dessas “fugas domésticas” ela reencontrou Virgulino, o Lampião, em 1929. Ele e seu grupo estavam passando pela fazenda da família. Virgulino era antigo conhecido da família Oliveira. Esse trajeto era feito com freqüência por ele, uma espécie de parada obrigatória do cangaceiro.

Os pais de Maria Bonita gostavam muito do “Rei do Cangaço”. Sem querer a mãe da moça serviu de cupido entre ela e Lampião. Como? Contando ao rapaz a admiração da filha por ele. Dias depois, Lampião estava passando pela fazenda e viu Maria. Foi amor à primeira vista. Com um tipo físico bem brasileiro: baixinha, rechonchuda, olhos e cabelos castanhos Maria Bonita era considerada uma mulher interessante. A atração foi recíproca. A partir daí, começou uma grande história de companheirismo e (por que não!) amor.

Um ano depois de conhecer Maria, Lampião a chamou para integrar o bando. Nesse momento, Maria Bonita entrou para a história. Ela foi a primeira mulher a fazer parte de um grupo do Cangaço. Depois dela, outras mulheres passaram a integrar os bandos.
Maria Bonita conviveu durante oito anos com Lampião. Teve uma filha, Expedita, e três abortos. Como seguidora do bando, Maria foi ferida apenas uma vez. No dia 28 de julho de 1938, durante um ataque ao bando um dos casais mais famosos do País foi brutalmente assassinado. Segundo depoimento dos médicos que fizeram a autópsia do casal, Maria Bonita foi degolada viva.

Por Raquel Silveira (http://www.experta.com.br/tariqexperta/nos/elas_ousaram.html)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Menina Fantástica


O Diário de Anne Frank é um diário escrito por Anne Frank entre 12/06/1942 a 01/08/1944 durante a Segunda Guerra Mundial
Escondida com sua familia e outros judeus em Amsterdam durante a ocupação Nazista na Holand , Anne Frank com 13 anos de idade conta em seu diário a vida deste gupo de pessoas.
Em 04/08/1944, agentes da Gestapo detém todos os ocupantes que estavam escondidos em Amsterdam e levam-nos para vários campos de concentracao diversos. No mesmo dia das prisao dos pais de Anne, entregam o diário dela para o pai Otto Heinrich Frank Anne Frank faleceu no campo de concentracao Bergen-Belsen no fim de fevereiro de 1945.
Otto foi o único dos escondidos que sobreviveu no campo de concentração. Em 1947 o pai decide publicar o diário, como Anne desejava em vida. O diário está no Instituto Holandês para a Documentação da Guerra. O Fundo Anne Frank (na Suica) ficou como herdeiro dos direitos da obra de Anne Frank. O pai Otto Heinrich Frank faleceu em 1980.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Semana Especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher - 8 de março

História do 8 de março


No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, em Nova Iorque, fizeram uma grande greve para reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas), equiparação de salários com os homens ( as mulheres chegavam a receber até 1/3 do salário de um homem, para executar as mesmas tarefas) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.


A manifestação foi reprimida com total violência e as mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.


Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres mortas na fábrica em 1857.



Mas somente em 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).