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quinta-feira, 4 de março de 2010

Dora Maar



Fotógrafa e pintora francesa nascida em Tours, Oeste da França, que viveu (1936-1943) com o famoso Pablo Picasso e posou como modelo para alguns quadros do pintor, além de fotografar o processo de criação da obra Guernica (1937).
Filha de pai iugoslavo e de mãe francesa da região de Touraine, ela cresceu na Argentina. Apresentada a Picasso pelo poeta Paul Eluard (1936) no terraço do café Les Deux Magots, em Saint-Germain-des Prés e logo sentiu-se atraído pela sua beleza e rapidamente se tornou a mulher mais importante da sua vida. Com pouco mais de 30 anos e com uma personalidade forte e séria, foi capaz de compreender e até ajudar Picasso no seu trabalho.
E assim iniciou-se uma relação profissional e íntima, no flat da Rue de la Boetie, onde o artista pintou série de gravuras que com ela como modelo. O relacionamento durou por cerca de nove anos, justamente durante os negros anos das guerras da Espanha e Mundial. A relação começou a se degradar após ela se descobrir uma mulher estéril e, nesta perspectiva, incapaz de concorrer com a rival Marie-Thérèse Walter. Morreu em Paris, França.

Camille Claudel


Camille Claudel, irmã do poeta Paul Claudel, é mais conhecida por sua vida atribulada que por seu trabalho. Aos 19 anos, conhece Auguste Rodin, 24 anos mais velho que ela, escultor que se torna seu mestre e amante. Um amor ardente e secreto que durou dez anos. Mas Rodin nunca abandou sua primeira amante, Rose Beuret, com quem se casou em 1917. Quando Rodin retorna em definitivo e totalmente ao seu antigo amor, começa a tragédia de Camille, que se fecha em seu estúdio e se entrega a uma solidão obsessiva. Só sai às noites.
Sua vida está relacionada à de Rodin até 1898, ano em que se separaram. A partir de 1906, arremete contra sua obra, destruindo grande parte de sua produção, numa espécie de exorcismo, como uma forma de livrar-se daquilo que ainda a vinculava ao homem amado e com a obsessiva dor do abandono, gravado em uma de suas esculturas.
Em 10 de março de 1913, por ordem de sua mãe e de seu irmão, ela é internada em um asilo de loucos em Ville-Evrard e, um ano depois, transferida para o hospital psiquiátrico de Montdevergues, que lhe dará abrigo até sua morte, trinta anos depois.
Rodin, envia-lhe algum dinheiro, expõe algumas das esculturas de Camille que sobreviveram à destruição, mas nada faz para liberá-la do hospital. Camille Claudel morre em sua prisão psiquiátrica em 1943, com a idade de 78 anos. Esquecida do mundo, morre sem glória, sendo enterrada, anonimamente, em uma vala comum.

Frida Kahlo


Filha do fotógrafo judeu-alemão Guilhermo Kahlo e de Matilde Calderón e Gonzalez, uma mestiça mexicana. Em 1913, com seis anos, Frida contrai poliomielite, que deixa uma lesão no seu pé direito, ganhando o apelido Frida pata de palo (ou seja, Frida perna de pau). A partir disso ela começou a usar calças e longas e exóticas saias, uma de suas marcas pessoais. Entre 1922 e 1925 frequenta a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México.
Em 1928 ao entrar no Partido comunista mexicano, ela conhece o muralista
Diego Rivera, com quem se casou aos 21 anos em 1929. Casamento tumultuado pois ambos tinham temperamentos fortes e casos extraconjugais. Kahlo que era bissexual esteve relacionada com Leon Trotski depois de separar-se de Diego, que aceitava abertamente os relacionamentos de Kahlo com mulheres, mas nunca com homens. Frida e Diego unem-se novamente em 1940, mas o segundo casamento foi tão tempestuoso quanto o primeiro.
Alguns de seus primeiros trabalhos incluem o "Auto-retrato em um vestido de veludo" (1926), "retrato de Miguel N. Lira" (1927), "retrato de Alicia Galant" (1927) e "retrato de minha irmã Christina" (1928)
Depois de algumas tentativas de suicídio com facas e martelos, em 13 de julho de 1954, Frida Kahlo, foi encontrada morta. Seu atestado de óbito registra embolia pulmonar. Mas não se descarta que ela tenha morrido de overdose, acidental ou não. Pesquisadores com base na autópsia de Frida acreditam ter sido envenenada por uma das amantes de seu então marido. Diego Rivera descreveu em sua auto-biografia que o dia da morte de Frida foi o mais trágico de sua vida.