Ajude o PAU a crescer. Divulgue no TT!
Mostrando postagens com marcador bruxas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bruxas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sobre bruxas sobre vassouras


♫Ô, bruxinha bonitinha da vassoura de capim...!♫
 
     Que bruxas voam montadas em vassouras de palha há muito tempo se sabe. O que muita gente não sabe é a origem dessa lenda. Como por trás de toda lenda existe sempre um cunho de verdade, com as bruxas, e logo com elas, não poderia ser diferente.

     Ocorre que em seus rituais ocultos nas florestas, na baixa Idade Média, as bruxas além de invocar seres malévolos como Incubus e Sucubus (falaremos destes oportunamente), trocar receitas de poções mágicas, executar rituais sagrados, cantar e dançar, também realizavam experiências mais, digamos assim, sensoriais. Para tais encontros elas costumavam levar, entre outros apetrechos, suas vassouras. Além de servir para limpar a clareira para os encontros as vassouras eram também usadas nas suas cirandas, como que para exorcizar a subserviência feminina, tão bem representada por tal objeto.

     Mas afinal de contas, pergunta-me você, como que as bruxas voavam nessas vassouras? Bom, as bruxas eram mesmo expertas no preparo de substâncias as mais diversas. Sendo que a matéria-prima estava bem ali ao alcance, na floresta. Ocorre que em seus rituais as feiticeiras esfregavam nos cabos de suas vassouras unguëntos feitos com ervas, como a belladonna, e cogumelos, de propriedades alucinógenas. Ao montarem as vassouras e executarem seu bailado o preparado entrava em contato com a vagina, região bastante irrigada sanguineamente e altamente enervada, fazendo com que os príncipios ativos alucinógenos agissem rapidamente, proporcionando a deliciosa sensação de voar...

     Por aí também se deduz que essas reuniões eram um festival de sibilas peladas. Sem falar que a calcinha só foi inventada muito tempo depois!

Para saber mais: Malleus Maleficarum


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Malleus Maleficarum

O Malleus Maleficarum, ou Malho (martelo) das Bruxas foi escrito em 1486 por H. Kramer e Jacob Sprenger, ambos membros da Ordem Dominicana e Inquisidores da Igreja Católica.
A obra acabou sendo sancionada como um instrumento de inquisitório contra bruxarias e heresias, através de uma bula papal promulgada pelo Papa Inocêncio VIII.   
Foi através desta histórica bula papal, que a igreja reconheceu a existência das bruxas e da bruxaria, bem como concedeu autorização para que os praticantes de bruxaria fossem perseguidos e eliminados. E assim inaugurou-se a sangrenta caça ás bruxas que durou séculos e foi responsável por um autêntico genocídio de mulheres e homens em todas a Europa, chegando mesmo a afetar os inícios da história norte-americana.
O Malleus Maleficarum disserta sobre os três elementos fundamentais á concretização da bruxaria, sendo eles:

                    
 I - A existência de uma bruxa;
                                         
II - A ajuda do demônio nas atividades e intentos da bruxa;
                                        
III - A permissão de Deus para que tais atos possam ocorrer.
O Malleus Maleficarum, é por isso um tratado sobre bruxaria, (identificando o fenómeno, assim como dissertando sobre os meios de o reprimir), que se encontra dividido em três secções, sendo estas:

Secção I - A primeira seção refuta a negação da existência da bruxaria, alegando que a mesma é uma realidade que embora invisivel é porem tangível e capaz de ter efeitos muito claros na vida das pessoas. Nesta secção, defende-se a existência do Diabo e toda a realidade demoníaca, afirmando que o demónio tem o poder de fazer grandiosos prodígios, assim como declarando que as bruxas existem para auxiliar os demónios a concretizarem os seus atos. Neste capítulo, é também esclarecido que terreno mais fértil e o mais poderoso favorecedor do poder do diabo é a sexualidade. Por isso, é afirmado que a mulher é mais passível de ser bruxa, pois o diabo tende a preferir corromper belas mulheres que gostam da ardência do prazer sexual. O vício sexual de belas mulheres é por isso a porta preferida do diabo para entrar neste mundo e recrutar as suas servas: «toda a bruxaria nasce da luxúria carnal, que nas mulheres (libertinas e viciadas no prazer sexual)  é insaciável».
Secção II - 
A segunda seção, descreve as formas de bruxaria que existem, assim como os remédios existentes para a combater.
Nesta seção do Malleus Maleficarum, os autores debruçam-se sobre a prática da bruxaria através da análise de casos concretos. Nesta secção dão analisados os poderes sobrenaturais das bruxas, assim como as técnicas de recrutamento de novas bruxas. Segundo esta secção, não é o Diabo que recruta directamente as suas servas neste mundo, mas antes são as bruxas que desempenham essa tarefa pelo Diabo, ou ao serviço do demónio. Esse recrutamento ocorre basicamente de 2 maneiras: fazendo ocorrer algo de mal na vida de uma mulher inocente, que se vê levada a consultar uma bruxa caindo nas teias desta, através das delícias do sexo ou pelo fascínio dos segredos obscuros. Ou introduzir belas mulheres ou demônios na forma de belos homens, para dessa forma envovê-la nas tentações carnais rumo ao caminho das trevas. Esta seção também revela como é que as bruxas lançam feitiços e encantamentos, assim como os remédios que podem proteger contra tais fenômenos mágicos. 
 
Secção III -
A terceira seção  destina-se a auxiliar os juízes inquisitórios na sua tarefa de identificar bruxas e combater o fenómeno da bruxaria.
Esta seção III é a parte jurídica do tratado, ou seja:
descreve como identificar e acusar uma bruxa. Os argumentos acusatórios são claramente expostos como um guia pratico para consulta dos magistrados da Santa Inquisição, facultando passo a passo um manual instrutório  que diz como se realizar um processo de julgamento de uma bruxa, desde o momento da recolha de provas para fins da acusação formal sobre bruxaria, aos métodos de interrogatório da bruxa e testemunhas, ate à formulação da acusação  e consequente julgamento.