Ajude o PAU a crescer. Divulgue no TT!
Mostrando postagens com marcador biografia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador biografia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Um Poeta Singular - Caio Fernando Abreu

“Mais do que querer você de volta, eu ME quero de volta, quero a felicidade nos meus olhos mirados em você . Eu quero a gente, eu quero tudo de novo, eu quero as coisas antigas, as primeiras, TODAS ! Me devolve seu sorriso ? Parece que eu não te faço mais sorrir, assim eu desespero mesmo. É uma resposta simples pra uma pergunta simples: Você vai voltar?"

"Feito febre, baixava às vezes nele aquela sensação de que nada daria jamais certo, que todos os esforços seriam para sempre inúteis, e coisa nenhuma de alguma forma se modificaria."

 “Tinha esquecido do perigo que é colocar o seu coração nas mãos do outro e dizer: toma, faz o que quiser.”

"Nenhuma luta haverá jamais de me embrutecer, nenhum cotidiano será tão pesado a ponto de me esmagar, nenhuma carga me fará baixar a cabeça. Quero ser diferente, eu sou, e se não for, me farei."

"Abrace sua loucura antes que seja tarde".
 Caio Fernando Abreu

Biografia:

Caio Fernando Loureiro de Abreu. Nasceu em Santiago (12/09/1948) e faleceu em Porto Alegre (25/02/1996). Exerceu as funções de jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro..
Apontado como um dos expoentes de sua geração, a obra de Caio Fernando Abreu, escrita um estilo econômico e bem pessoal, fala de sexo, medo, morte e principalmente de solidão. É considerado um "fotógrafo da fragmentação contemporânea". 
Antes de falecer, vítima do vírus HIV em Porto Alegre, Caio Fernando Abreu dedicou-se à jardinagem, cuidando de roseiras. 
Ele morreu mesmo dia em que Mário de Andrade: 25 de fevereiro.


 Obras do Autor.

Na Literatura: 
  • Semana de Artes Modernas.
  • Inventário do Irremediável - contos;
  • Limite Branco - romances;
  • O Ovo Apunhalado - contos;
  • Pedras de Calcutá - contos;
  • Morangos Mofados - contos;
  • Triângulo das Águas - novelas;
  • As Frangas - novela infanto-juvenil;
  • Os Dragões não conhecem o Paraíso - contos;
  • Onde Andará Dulce Veiga? - romance;

 No Teatro:
  • O homem e a mancha
  • Zona Contaminada

Traduções:
  • A arte da guerra, de Sun Tzu, 1995 (com Miriam Paglia).
  • A balada do café triste, de Carson McCullers, 1991.

domingo, 21 de novembro de 2010

Telha de Vidro...



Telha de Vidro
(Rachel de Queiroz)


Quando a moça da cidade chegou
veio morar na fazenda,
na casa velha...
Tão velha!
Quem fez aquela casa foi o bisavô...
Deram-lhe para dormir a camarinha,
uma alcova sem luzes, tão escura!
Mergulhada na tristura
de sua treva e de sua única portinha...
A moça não disse nada,
mas mandou buscar na cidade
uma telha de vidro...
Queria que ficasse iluminada
sua camarinha sem claridade...

Agora,
o quarto onde ela mora
é o quarto mais alegre da fazenda,
tão claro que, ao meio dia, aparece uma
renda de arabesco de sol nos ladrilhos
vermelhos,
que — coitados — tão velhos
só hoje é que conhecem a luz do dia...

A luz branca e fria
também se mete às vezes pelo clarão
da telha milagrosa...
Ou alguma estrela audaciosa
careteia
no espelho onde a moça se penteia.

Que linda camarinha! Era tão feia!

— Você me disse um dia
que sua vida era toda escuridão
cinzenta,
fria,
sem um luar, sem um clarão...

Por que você não experimenta?
A moça foi tão bem sucedida...


Ponha uma telha de vidro em sua vida!



Rachel de Queiroz, nasceu em Fortaleza - CE, no dia 17 de novembro de 1910, filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz, descendendo, pelo lado materno, da estirpe dos Alencar (sua bisavó materna — "dona Miliquinha" — era prima José de Alencar, autor  de "O Guarani"), e, pelo lado paterno, dos Queiroz, família de raízes profundamente lançadas em Quixadá, onde residiam e seu pai era Juiz de Direito nessa época. 

Em 1930, quando tinha apenas 19 anos, lançou o livro O Quinze,  onde a seca passou a ser não apenas o ambiente, mas o próprio personagem da história narrada. Rachel de Queiroz foi a primeira escritora a integrar a Academia Brasileira de Letras, em 1977. 

Faleceu, dormindo em sua rede, no dia 04 de novembro de 2003, na cidade do Rio de Janeiro.

No ano de 2010 ocorreram vários eventos em comemoração ao centenário do nascimento da escritora, inclusive com lançamentos de obras de Rachel - entre eles Mandacaru, livro com 10 poemas, escritos quando ainda era muito menina. 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fatal!

FATAL
(Adélia Prado)

Os moços tão bonitos me doem,
impertinentes como limões novos.
Eu pareço uma atriz em decadência,
mas, como sei disso, o que sou
é uma mulher com um radar poderoso.
Por isso, quando eles não me vêem,
como se dissessem: acomoda-te no teu galho,
eu penso: bonitos como potros.
Não me servem.
Vou esperar que ganhem indecisão.

E espero.


Quando cuidam que não,
estão todos no meu bolso.


Adélia Luzia Prado Freitas - (Divinópolis, 13 de dezembro de 1935) é uma escritora brasileira. Seus textos retratam o cotidiano com perplexidade e encanto, norteados pela sua fé cristã e permeados pelo aspecto lúdico, uma das características de seu estilo único.  Professora por formação, exerceu o magistério durante 24 anos, até que sua carreira de escritora tornou-se sua atividade central.

Segundo Carlos Drummond de Andrade, "Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo: esta é a lei, não dos homens, mas de Deus. Adélia é fogo, fogo de Deus em Divinópolis". A escritora também é referência constante na obra de Rubem Alves.

Na literatura brasileira, o surgimento da escritora representou a revalorização do feminino nas letras e da mulher como ser pensante, ainda que maternal, tendo-se em conta que Adélia incorpora os papéis de intelectual e de mãe, esposa e dona-de-casa; sendo considerada como a que encontrou um equilíbrio entre o feminino e o feminismo, movimento cujos conflitos não aparecem em seus textos.

domingo, 4 de abril de 2010

Indo para o leito - poesia



Elegia: INDO PARA O LEITO

Vem, Dama, vem, que eu desafio a paz;
Até que eu lute, em luta o corpo jaz.
Como o inimigo diante do inimigo,
Canso-me de esperar se nunca brigo.
Solta esse cinto sideral que vela,
Céu cintilante, uma área ainda mais bela.
Desata esse corpete constelado,
Feito para deter o olhar ousado.
Entrega-te ao torpor que se derrama
De ti a mim, dizendo: hora da cama.
Tira o espartilho, quero descoberto
O que ele guarda, quieto, tão de perto.
O corpo que de tuas saias sai
É um campo em flor quando a sombra se esvai.
Arranca essa grinalda armada e deixa
Que cresça o diadema da madeixa.
Tira os sapatos e entra sem receio
Nesse templo de amor que é o nosso leito.
Os anjos mostram-se num branco véu
Aos homens. Tu, meu anjo, és como o céu
De Maomé. E se no branco têm contigo
Semelhança os espíritos, distingo:
O que o meu anjo branco põe não é
O cabelo mas sim a carne em pé.
    
Deixa que a minha mão errante adentre
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.
Minha América! Minha terra à vista,
Reino de paz, se um homem só a conquista,
Minha mina preciosa, meu Império,
Feliz de quem penetre o teu mistério!
Liberto-me ficando teu escravo;
Onde cai minha mão, meu selo gravo.
    
Nudez total! Todo o prazer provém
De um corpo (como a alma sem corpo) sem
Vestes. As jóias que a mulher ostenta
São como as bolas de ouro de Atalanta:
O olho do tolo que uma gema inflama
Ilude-se com ela e perde a dama.
Como encadernação vistosa, feita
Para iletrados, a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns (a que tal graça se consente)
É dado lê-la. Eu sou um que sabe;
Como se diante da parteira, abre-Te: 
atira, sim, o linho branco fora,
Nem penitência nem decência agora.
   
Para ensinar-te eu me desnudo antes:
A coberta de um homem te é bastante.

               
(Tradução: Augusto de Campos)


John Donne (1572 - 1631) > Nascido em Londres de rica família católica, veio a converter-se ao anglicanismo. Foi um expoente da chamada Poesia Metafísica ( Filosófica ). Escreveu também muitos textos religiosos, e uma das suas 'Meditações' veio a inspirar o título de famoso livro de Ernest Hemingway.
Note, nessa poesia do séc. XVII, o erotismo nem tão sutil, embora imaginativo ou idealista.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Os irmãos Marx

The Marx Brothers (Os irmãos Marx)

Sempre curti o Gênero da Comédia no Cinema. Além de Chaplin (O mestre) gosto dos Três Patetas, dos atores Marty Feldman, Mel Brooks, Gene Wilder e Steve Martin. Mas Os Irmãos Marx sempre foram meus astros favoritos. Assistir as loucas aventuras de Groucho, Chico Harpo e Zeppo Marx era o meu divertimento na TV nas tardes de sábado. E como o Blog é um local onde se escreve o que a gente mais gosta, escolhi contar um pouco a trajetória destes irmãos malucos.
Os nova-iorquinos Irmãos Marx eram filhos dos imigarntes judeus Minnie Schoenberg, da Alemanha e Samuel "Frenchie" Marx (nascido Simon Marrix), vindo da Alsácia, região da França. Traziam o talento musical desde a infância. Harpo (Adolph Arthur Marx) podia tocar vários instrumentos, inclusive a harpa. Chico (Leonard Marx) foi um excelente pianista e Groucho (Julius Henry Marx) tocava o violão.
Originários do Teatro representando comédias grotescas e sátiras mordazes Os Marx levaram para as telas suas características pessoais: Groucho representava a sociedade burguesa, com roupa e jeito de homem ocupado; Chico personificava o intriguista refinado e atrapalhado; Harpo, sempre mudo (mas ele não era mudo) e com um chapéu-de-coco, dava um show com sua harpa nos filmes que atuou. Zeppo (Herbert Marx), que se retirou em 1933, personificava o bon-vivant
Nos anos 20 os Irmãos Marx se tornaram um dos grupos teatrais favoritos nos Estados Unidos. Com seu aguçado e bizarro senso de humor, satirizaram instituições como a alta sociedade e a hipocrisia humana. Sob a gerência de Chico e a direção criativa de Groucho, o vaudeville dos irmãos os tornou famosos na Broadway.

Filmes com os quatro irmãos:

Humor Risk (provavelmente de 1921), nunca lançado, possivelmente perdido
The Cocoanuts (1929), produzido pela Paramount
Animal Crackers (1930), produzido pela Paramount
The House that Shadows Built (1931), Paramount
Monkey Business (1931), Paramount
Horse Feathers) (1932), Paramount
Duck Soup (Diabo a Quatro) 1933, Paramount.

Filmes somente com Harpo, Chico e Groucho:

A Night at the Opera (1935), MGM
A Day at the Races (1937), MGM
Room Service (1938), RKO
At the Circus (1939), MGM
Go West (1940), MGM
The Big Store (1941), MGM
A Night in Casablanca (1946), United Artists
Love Happy (1949), United Artists
The Story of Mankind (1957)
The Incredible Jewel Robbery - Especial de televisão (1959).

terça-feira, 23 de março de 2010

Renato Russo


Renato Manfredini Júnior, conhecido como Renato Russo (27.03.1960 - 11.10.1996).

Compositor poeta, cantor e pensador brasileiro. Destacou-se à frente da banda Legião Urbana.

...Quero ter alguém com quem conversar. Alguém que depois não use o que eu disse contra mim...

Tenho saudades de tudo que ainda não vi

É a verdade o que assombra, o descaso o que condena, a estupidez o que destrói...

Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar nos sonhos que se tem ou que os seus planos nunca vão dar certo ou que você nunca vais ser alguém...

... Aqui no Brasil, nós somos alegres mas nós não somos felizes. Existe toda uma melancolia e uma saudade que a gente herdou dos portugueses e que a gente ainda nem começou a resolver. A gente não sabe o que é esse nosso país.

Quando se aprende a amar, o mundo passa a ser seu.

Triste coisa é querer bem a quem não sabe perdoar...

O céu já foi azul, mas agora é cinza. E o que era verde aqui já não existe mais

Nunca, Nunca, Nunca deixe alguém te dizer que aquilo que você acredita é babaquice, que de repente o teu sonho não vai dar certo...

Às vezes nem me preocupo tanto comigo... Mas há pessoas que amo e não quero vê-las sofrer

sábado, 6 de março de 2010

Dadá



Sérgia Ribeiro da Silva, mais conhecida como Dadá nasceu em Belém de São Francisco, em 25/04/1915 em Salvador, foi uma cangaceira - única mulher a pegar em armas no bando de Lampião. Aos treze anos, é raptada por Corisco (Cristino Gomes da Silva Cleto) - o "Diabo Loiro", de quem seria prima.
Cabocla bonita, esbelta, conheceu o homem da sua vida de forma violenta, em meio a caatinga árida por onde vivia errante o bando de cangaceiros. Consta que seu defloramento provocara-lhe tanta hemorragia que por pouco não faleceu. A relação, que começara instintiva, transforma-se com o tempo. A vida nômade, seguindo o companheiro, que era o segundo homem, na hierarquia do bando, a chegada dos filhos, fez com que mais que uma amante Dadá se tornasse a companheira de Corisco com quem veio a se casar. Tiveram sete filhos, que eram ocultamente deixados em casas de parentes para serem criados. Destes, apenas três sobreviveram.
Num dos ataques feitos pelas
volantes (em outubro de 1939, na fazenda Lagoa da Serra em Sergipe), o Diabo Louro é ferido em ambas as mãos, perdendo a capacidade para atirar. Dadá, então, torna-se a primeira e única mulher a tomar parte ativa - e não meramente defensiva - nas lutas do cangaço.
Se o marido era temido como um dos mais violentos bandoleiros, consta que muitas pessoas tiveram sua vida poupada graças à intervenção de sua companheira. Dadá também era chamada "
Sussuarana do Cangaço".
Por sua luta e representatividade feminina, Dadá foi, na
década de 80, homenageada pela Câmara Municipal de Salvador. Na Bahia, que tivera Gláuber Rocha e tantos outros a retratar o cangaço nas artes, Dadá era a última prova viva a testemunhar o cotidiano de lutas, dificuldades e, também, de alegrias e divertimentos. Deu muitas entrevistas, demonstrando sua inteligência e desenvoltura. Morreu, na capital baiana, em 1994.

Maria Bonita


A primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros. Assim foi Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria Bonita. Nascida em 08/03/1911 (não por acaso o Dia Internacional da Mulher!!) numa fazenda em Santa Brígida, Bahia. Filha de Maria Joaquina Conceição Oliveira e José Gomes de Oliveira, Maria Bonita casou-se aos 15 anos. Seu casamento desde o início foi muito conturbado. José Miguel da Silva, sapateiro e conhecido como Zé Neném vivia às turras com Maria. O casal não teve filhos. Zé era estéril.

A cada briga do casal, Maria Bonita refugiava-se na casa dos pais. E numa dessas “fugas domésticas” ela reencontrou Virgulino, o Lampião, em 1929. Ele e seu grupo estavam passando pela fazenda da família. Virgulino era antigo conhecido da família Oliveira. Esse trajeto era feito com freqüência por ele, uma espécie de parada obrigatória do cangaceiro.

Os pais de Maria Bonita gostavam muito do “Rei do Cangaço”. Sem querer a mãe da moça serviu de cupido entre ela e Lampião. Como? Contando ao rapaz a admiração da filha por ele. Dias depois, Lampião estava passando pela fazenda e viu Maria. Foi amor à primeira vista. Com um tipo físico bem brasileiro: baixinha, rechonchuda, olhos e cabelos castanhos Maria Bonita era considerada uma mulher interessante. A atração foi recíproca. A partir daí, começou uma grande história de companheirismo e (por que não!) amor.

Um ano depois de conhecer Maria, Lampião a chamou para integrar o bando. Nesse momento, Maria Bonita entrou para a história. Ela foi a primeira mulher a fazer parte de um grupo do Cangaço. Depois dela, outras mulheres passaram a integrar os bandos.
Maria Bonita conviveu durante oito anos com Lampião. Teve uma filha, Expedita, e três abortos. Como seguidora do bando, Maria foi ferida apenas uma vez. No dia 28 de julho de 1938, durante um ataque ao bando um dos casais mais famosos do País foi brutalmente assassinado. Segundo depoimento dos médicos que fizeram a autópsia do casal, Maria Bonita foi degolada viva.

Por Raquel Silveira (http://www.experta.com.br/tariqexperta/nos/elas_ousaram.html)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Menina Fantástica


O Diário de Anne Frank é um diário escrito por Anne Frank entre 12/06/1942 a 01/08/1944 durante a Segunda Guerra Mundial
Escondida com sua familia e outros judeus em Amsterdam durante a ocupação Nazista na Holand , Anne Frank com 13 anos de idade conta em seu diário a vida deste gupo de pessoas.
Em 04/08/1944, agentes da Gestapo detém todos os ocupantes que estavam escondidos em Amsterdam e levam-nos para vários campos de concentracao diversos. No mesmo dia das prisao dos pais de Anne, entregam o diário dela para o pai Otto Heinrich Frank Anne Frank faleceu no campo de concentracao Bergen-Belsen no fim de fevereiro de 1945.
Otto foi o único dos escondidos que sobreviveu no campo de concentração. Em 1947 o pai decide publicar o diário, como Anne desejava em vida. O diário está no Instituto Holandês para a Documentação da Guerra. O Fundo Anne Frank (na Suica) ficou como herdeiro dos direitos da obra de Anne Frank. O pai Otto Heinrich Frank faleceu em 1980.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Dora Maar



Fotógrafa e pintora francesa nascida em Tours, Oeste da França, que viveu (1936-1943) com o famoso Pablo Picasso e posou como modelo para alguns quadros do pintor, além de fotografar o processo de criação da obra Guernica (1937).
Filha de pai iugoslavo e de mãe francesa da região de Touraine, ela cresceu na Argentina. Apresentada a Picasso pelo poeta Paul Eluard (1936) no terraço do café Les Deux Magots, em Saint-Germain-des Prés e logo sentiu-se atraído pela sua beleza e rapidamente se tornou a mulher mais importante da sua vida. Com pouco mais de 30 anos e com uma personalidade forte e séria, foi capaz de compreender e até ajudar Picasso no seu trabalho.
E assim iniciou-se uma relação profissional e íntima, no flat da Rue de la Boetie, onde o artista pintou série de gravuras que com ela como modelo. O relacionamento durou por cerca de nove anos, justamente durante os negros anos das guerras da Espanha e Mundial. A relação começou a se degradar após ela se descobrir uma mulher estéril e, nesta perspectiva, incapaz de concorrer com a rival Marie-Thérèse Walter. Morreu em Paris, França.

Camille Claudel


Camille Claudel, irmã do poeta Paul Claudel, é mais conhecida por sua vida atribulada que por seu trabalho. Aos 19 anos, conhece Auguste Rodin, 24 anos mais velho que ela, escultor que se torna seu mestre e amante. Um amor ardente e secreto que durou dez anos. Mas Rodin nunca abandou sua primeira amante, Rose Beuret, com quem se casou em 1917. Quando Rodin retorna em definitivo e totalmente ao seu antigo amor, começa a tragédia de Camille, que se fecha em seu estúdio e se entrega a uma solidão obsessiva. Só sai às noites.
Sua vida está relacionada à de Rodin até 1898, ano em que se separaram. A partir de 1906, arremete contra sua obra, destruindo grande parte de sua produção, numa espécie de exorcismo, como uma forma de livrar-se daquilo que ainda a vinculava ao homem amado e com a obsessiva dor do abandono, gravado em uma de suas esculturas.
Em 10 de março de 1913, por ordem de sua mãe e de seu irmão, ela é internada em um asilo de loucos em Ville-Evrard e, um ano depois, transferida para o hospital psiquiátrico de Montdevergues, que lhe dará abrigo até sua morte, trinta anos depois.
Rodin, envia-lhe algum dinheiro, expõe algumas das esculturas de Camille que sobreviveram à destruição, mas nada faz para liberá-la do hospital. Camille Claudel morre em sua prisão psiquiátrica em 1943, com a idade de 78 anos. Esquecida do mundo, morre sem glória, sendo enterrada, anonimamente, em uma vala comum.

Frida Kahlo


Filha do fotógrafo judeu-alemão Guilhermo Kahlo e de Matilde Calderón e Gonzalez, uma mestiça mexicana. Em 1913, com seis anos, Frida contrai poliomielite, que deixa uma lesão no seu pé direito, ganhando o apelido Frida pata de palo (ou seja, Frida perna de pau). A partir disso ela começou a usar calças e longas e exóticas saias, uma de suas marcas pessoais. Entre 1922 e 1925 frequenta a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México.
Em 1928 ao entrar no Partido comunista mexicano, ela conhece o muralista
Diego Rivera, com quem se casou aos 21 anos em 1929. Casamento tumultuado pois ambos tinham temperamentos fortes e casos extraconjugais. Kahlo que era bissexual esteve relacionada com Leon Trotski depois de separar-se de Diego, que aceitava abertamente os relacionamentos de Kahlo com mulheres, mas nunca com homens. Frida e Diego unem-se novamente em 1940, mas o segundo casamento foi tão tempestuoso quanto o primeiro.
Alguns de seus primeiros trabalhos incluem o "Auto-retrato em um vestido de veludo" (1926), "retrato de Miguel N. Lira" (1927), "retrato de Alicia Galant" (1927) e "retrato de minha irmã Christina" (1928)
Depois de algumas tentativas de suicídio com facas e martelos, em 13 de julho de 1954, Frida Kahlo, foi encontrada morta. Seu atestado de óbito registra embolia pulmonar. Mas não se descarta que ela tenha morrido de overdose, acidental ou não. Pesquisadores com base na autópsia de Frida acreditam ter sido envenenada por uma das amantes de seu então marido. Diego Rivera descreveu em sua auto-biografia que o dia da morte de Frida foi o mais trágico de sua vida.

terça-feira, 2 de março de 2010

Florbela Espanca



Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, que morreu com apenas 36 anos, de uma doença que ninguém entendeu, mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose.

Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa.

Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou. Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus.

Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde e de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um edema pulmonar.

Fumo


Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas;
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!


Fanatismo


Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!...
E, olhos postos em ti, digo de rastros:
Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!...


Cecilia Meireles

"Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira."


Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides.



"O Amor...É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!!"

segunda-feira, 1 de março de 2010

Anaïs Nin


Anaïs Nin (21/02/de 1903), nasceu em Neuilly, perto de Paris e morreu em 14/01/1977 em Los Angeles. Batizada Angela Anais Juana Antolina Rosa Edelmira Nin y Culmell, era filha do compositor Joaquin Nin, cubano criado na Espanha e Rosa Culmell y Vigaraud, de origens cubana, francesa e dinamarquesa. Anaïs Nin tornou-se famosa pela publicação de diários pessoais, que medem um período de quarenta anos, começando quando tinha doze anos. Foi amante de Henry Miller e só permitiu que seus diários fossem publicados após a morte de seu marido Hugh Guiler.


Seus romances e narrativas, impregnados de conteúdo erótico foram profundamente influenciados pela obra de James Joyce e a psicanálise. Dentre suas obras destaca-se Delta de Vênus (1977), traduzido para todas as línguas ocidentais, aclamado pela crítica americana e européia.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Walt Whitman


 Walt Whitman, de registro Walter Whitman Junior, nasceu em 31 de maio de 1819 em West Hills, Long Island, Nova York, o segundo filho de um marceneiro e fazendeiro, Walter Whitman, Senior, de origem inglesa e Louisa Van Velsor, de ascendência holandesa e galesa. Em 1824, a família se mudou para o Brooklyn, onde o pai de Whitman desempenhou a profissão de construtor. Ao todo serão oito irmãos: Jesse, Walt, Mary Elizabeth, Hannah Louisa, Andrew Jackson, George Washington, Thomas Jefferson e Edward. Alguns dos nomes dos irmãos de Whitman indicam a proximidade desse tempo com a Revolução Americana, de 1776, e com a recém-formada República Federativa, de cuja primeira geração fez parte o pai do poeta.


Do Inquieto Oceano da Multidão

Do inquieto oceano da multidão veio a mim uma gota gentilmente suspirando: — Fiz uma extensa caminhada apenas para te olhar, tocar-te, pois não podia morrer sem te olhar uma vez antes, com o meu temor de perder-te depois.

Agora nos encontramos e olhamos, estamos salvos, retorna em paz ao oceano, também sou parte do oceano, não estamos assim tão separados, olha a imensa curvatura, a coesão de tudo tão perfeito!

(Walt Whitman, in "Leaves of Grass")

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ismália


Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava longe do céu...
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar. . .
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma, subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...

Alphonsus de Guimaraens

24/7/1870, Ouro Preto (MG)
15/7/1921, Mariana (MG) 


Afonso Henriques da Costa Guimarães era filho de um português e uma brasileira. Estudou direito em São Paulo, onde concluiu o curso em 1895. Voltou para Minas Gerais para exercer a função de juiz durante toda a vida, primeiro em Conceição do Serro, depois em Mariana, onde viveu até a morte, com sua esposa e quatorze filhos.

Era grande admirador de Cruz e Souza, tendo inclusive, viajado para o Rio de Janeiro, apenas para conhecê-lo. Fez parte do grupo simbolista de São Paulo e sua poesia é marcada pela espiritualidade, sendo considerado um poeta místico, porque sua obra apresenta uma atmosfera de religiosidade, sonho e mistério. Influenciado por Verlaine, também apresenta melancolia e ternura. A morte da amada é tema recorrente. Seus versos têm sonoridade e ritmo modernos.
(by UOLeducação)