Até pouco tempo, o dia 13 de junho sempre me lembrava Santo Antônio...
As festas, barraquinhas, rezas e comilanças na minha cidade natal...
As simpatias e promessas das moças casadoiras ao santo casamenteiro...
As danças juninas, as histórias e o feriado na minha cidade...
Mas agora o dia 13 de junho ficou muito mais especial para mim!!
É o aniversário de uma baianinha que apareceu na minha vida e me conquistou de vez!
Linda, inteligente, amiga, sincera, prestativa, presente (em todos os sentidos!!), poeta, grande escritora, singular, borboleta, cativante, encantadora... e com uma voz ma-ra-vi-lho-saaaa!!
Nós duas somos super tímidas, mas conseguimos conversar no celular por quase duas horas sem parar!! hehehe... E sem cansar!!
É que a companhia da Su é tão gostosa que não dá vontade de largar ela, não, de jeito nenhum!!
Mas é difícil definir essa menina... Ela é tão singular e tão plural!! Então, deixo que ela mesma se defina:
"Calmaria e tempestade... Um pontinho de solidão, algumas desconsiderações, uma xícara de chá quente, um cheiro de poesia misturado as canções do mar. Uma descoberta a cada madrugada, um sonho de inverno... Definições são improváveis, porém as descobertas são constantes!!"
***Isso é um pouquinho de Suzana, por Suzana Martins****
Linda, ne?
E fã de Cecília Meireles, então, como presente para ela, deixo versos dessa grande poeta:
Dois Cânticos e uma Canção
Cecília Meireles
Cântico II
Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens...
não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabes que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade.
És tu
Canção Mínima
No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta
Cântico VI
Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acaba todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Ah...
E como ela gosta de Jack Johnson, deixo também um vídeo com a canção Better Together...
Su, minha linda...
O que quero te dizer hoje é bem o que é dito nesse trecho da canção... "Vou te dizer uma coisa: é sempre melhor quando estamos juntas!!"
Desejo a você muitos desejos, muitos sonhos, muita liberdade e muitos vôos felizes!
E, claro... muitos brigadeiros para adoçar tudo!!
Você já sabe, mas nunca me canso de repetir... Você é muito amada!!
"Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira."
Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides.