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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Ventos

Por: @Sil_FM

 

Teus olhos são como versos soltos
A guiar tuas mãos para escrever 
Poemas de amor em mim.

Sua boca emudece
Por horas e dias a fio
E me esvazio por dentro
Sem entender o que acontece

Você vai embora
Você fica

A tua natureza é de ser vento 
E brisa 

Vento a me açoitar por dentro
Brisa a me tocar por fora 

--
Sil Villas-Boas

sábado, 9 de abril de 2011

Oculta

(Paixão - Kleiton e Kledir)



 (foto: Michael G. Magin)


Talvez
Tu chegues, de repente.
E descubra meus segredos.
Tal qual a luz da tarde que cintila
Em meu corpo desnudo.

Corpo que espera,
Numa ansiedade serena,
Tua essência lasciva sobre mim,
Sobre minha pele quente,
Sobre minhas sutilezas,
Sobre minhas vontades íntimas,
(In)satisfeitas.

Meus desejos estão sempre em busca
Dos teus momentos de ternura,
Do teu ser guerreiro, de tua loucura.
Do entrelaçar de corpos em almas.
E nem o teu cansaço da vida
Nos faz retesar esta nossa paixão!


Por: Sil Villas-Boas

sábado, 2 de abril de 2011

Devoção

(Eu te devoro - letra: Djavan - canta: Luiza Possi)





Hoje não quero pureza, docilidade ou ócio...
Quero a facilidade dos versos ousados, diretos e breves
Que toquem o coração, mas não esqueçam o corpo.
Cumprindo com eficácia o dever de seduzir!


Mas, afinal, será dever ou será paixão?
Estou reconhecendo tudo isso em mim!
Só sei que desejo para agora – sem mais reticências...
A ti, a mim e a tudo ao nosso redor!


Diante do elo que nos envolve, tomar-te inteiramente.
Expressar minha alma ao sabor de tua formosa tez...
Enrolar-me em teu corpo como brisa de verão
Suprir esse fervor que me invade e pede bis!


Vem ao meu encontro, antes que amanheça...
Mesmo que nunca se faça cedo ou tarde para nós.
Vem que eu te abraço e te resplandeço a alma
Sonhando devaneios uníssonos, na exaustão do prazer!


Devotando tua presença... devorando-te!



Por: @_Avassaladora_

terça-feira, 29 de março de 2011

Para Amar

Por Sil Villas-Boas 



Quero te amar de todas as maneiras que eu puder
Te amar em silêncio, ou a sussurrar palavras guardadas
na minha alma há muito tempo.

Quero ter você bem lentamente.
Como quem espera as flores desabrocharem na primavera.
Quero te amar e ser completa em meus desejos 
Ser menina e maliciosamente fêmea

Quero a doce viagem do teu corpo no meu
O calor de tua boca a me aquecer inteira
E depois de nossa caminhada, 
Esperar um novo caminhar.

Para amar....
Ser amada....
Ser amado....
Mirem-se nos versos do Mário Quintana

Bilhete 

Se tu me amas, ama-me baixinho.
Não o grites de cima dos telhados.
Deixa em paz os passarinhos.
Deixa em paz a mim!
Se me queres, enfim, tem de ser bem devagarinho,
Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

quarta-feira, 23 de março de 2011

FOGO


Vem e acenda meu fogo. 
Me acenda inteira.
Me toma por completo. 
Me domina.
 Você é chama, 
clarão, 
ardência, 
fogueira.
Na pele, 
na alma, 
atrai, 
fascina.
Vem, 
meu amor 
e acenda meu fogo  



Venha baby e acenda meu fogo 
Venha baby e acenda meu fogo 
Tente deixar a noite queimando 

domingo, 13 de março de 2011

Impregnado



O tempo segue sua marcha impassiva.
Quantos anos já se foram?
10... talvez mais...
Muitos outros homens terão passado
por sua cama.
Alguns (poucos, espero) te deram mais prazer do que eu.
A maioria, tenho certeza, foi apenas mais um em seu corpo.

Mas somente a mim escolheste para rogar sua maldição?

Aquele teu cheiro de fêmea louca,
que tanto me excitava, 
a convidar-me para o desfrute...

O odor de teu corpo desvairado,
o qual fazia questão de explorar
palmo a palmo. Polegada a polegada...

Ainda está em minhas narinas, 
em meus lábios, minha língua, dentes...

Hoje teu cheiro me persegue,
introduzindo-se em meus sonhos acordados,
alucinando-me por não te encontrar.
Hoje teu cheiro me persegue.

- Impregnado em minha alma!

(The Well)



domingo, 23 de janeiro de 2011

Minha inefável demanda...


Se você demora e a saudade implora
Por seu corpo, de alguma maneira, encontrar...
Traga a recompensa, devolva a morada
Há tanto perdida em meu coração...

Cubra-me com carinho e aqueça o frio
Permita os desejos, consolando o abandono...
Diga que me quer mais e sempre
Um pouco agora, outro bocado amanhã...

Seja a carícia, o alvo, o motivo
Aquilo que me desperta para a paz...
Retome meus sentidos, amanse a fera que preza
Por alguém que acalente seus rugidos fiéis...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Lua

O Poeta e a Lua - Vinícius de Moraes

Em meio a um cristal de ecos
O poeta vai pela rua
Seus olhos verdes de éter
Abrem cavernas na lua.
A lua volta de flanco
Eriçada de luxúria
O poeta, aloucado e branco
Palpa as nádegas da lua.
Entre as esferas nitentes
Tremeluzem pêlos fulvos
O poeta, de olhar dormente
Entreabre o pente da lua.
Em frouxos de luz e água
Palpita a ferida crua
O poeta todo se lava
De palidez e doçura.
Ardente e desesperada
A lua vira em decúbito
A
vinda lenta do espasmo
Aguça as pontas da lua.
O poeta afaga-lhe os braços
E o ventre que se menstrua
A lua se curva em arco
Num
delírio de volúpia.
O gozo aumenta de súbito
Em frêmitos que perduram
A lua vira o outro quarto
E fica de frente, nua.
O orgasmo desce do espaço
Desfeito em estrelas e nuvens
Nos ventos do mar perpassa
Um salso cheiro de lua
E a lua, no êxtase, cresce
Se dilata e alteia e estua
O poeta se deixa em prece
Ante
a beleza da lua.
Depois a lua adormece
E míngua e se apazigua...
O poeta desaparece
Envolto em cantos e plumas
Enquanto a noite enlouquece
No seu claustro de ciúmes.

Lua Bela, a me fazer sonhar....

Soneto à lua – Vinícius de Moraes

Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos lânguidas, loucas e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro
, como o bem que está nos puros?

Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?

Fugaz, com que direito tens-me presa
A alma que por ti soluça nua
E não és Tatiana e nem Teresa:

E és tampouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética, indefesa
Ó minha branca e pequenina lua!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Desatinada...


Eu não sabia o que fazer, e abri a blusa.
Mais tarde eu ia dizer: foi sem pensar.
Ele me achou desnorteada, confusa,
Como acharia qualquer mulher que abre a blusa
E faz tudo que eu fiz só pra agradar.

Minha cabeca não era mesmo muito certa.
Mulher esperta eu nunca fui, mas deveria
Saber me colocar no meu lugar.
Não adiantava nada, eu era assim desatinada,
O tipo de mulher que faz as coisas sem pensar…

Você agora, me ouvindo contar essas histórias,
Talvez me ache também um pouco confusa.
E eu, que faço tudo pra agradar,
Já sem saber o que fazer, abro minha blusa,
Como faria qualquer mulher confusa em meu lugar!
(Moto-contínuo - Bruna Lombardi)

Ah... sei lá... Sempre me identifiquei com esse poema... Gosto dele há tempos!

Não sei o que dizer... nem o que fazer... Sou assim, desatinada! Acho que vou abrir a blusa... rsrs

^^

Hélia