Hoje venho falar de um tema que passou a me intrigar a partir de uma experiência que vivenciei com a nossa Língua Portuguesa. Costumo dar aulas particulares de Gramática para pessoas de diversas idades e, em uma delas, precisei explicar o significado da palavra “sinônimo”.
A partir da definição da Wikipédia, descobri que “sinônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado idêntico ou muito semelhante à outra.”
Procurei, então, exemplos que representassem didaticamente o que estava tentando explicar. A curiosidade foi que não consegui obter palavras sinônimas que me viessem rapidamente à cabeça. Na hora de explicar os antônimos, tive muito mais facilidade, o que fez surgir um verdadeiro ponto de interrogação dentro de mim: por que é mais fácil encontrar palavras contrárias do que buscar as semelhantes?
Refletindo um pouco a respeito, entendi que no vocabulário (e na vida), há palavras que simplesmente não possuem um sinônimo, pois foram criadas para serem únicas. Por mais que a gente tente encontrar algo similar, nunca será igual.
Assim como as palavras, alguns momentos de nosso percurso também se configuram dessa forma. Há aquele instante incomparável, que você pode tentar reproduzir de mil e uma formas, mas nunca irá te provocar a mesma sensação ou o mesmo sabor. Há pessoas que você conheceu e, por um motivo, precisaram partir, e você pode procurá-las nos mais diversos lugares, mas nunca vai encontrar uma cópia fiel, com as mesmas manias, defeitos e qualidades da primeira.
Talvez seja essa, mesmo, a graça da vida. Porque afinal, nada melhor do que descobrir algo novo a cada nova curva do caminho... ainda mais se for algo completamente diferente do que se presenciou no momento anterior.







