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segunda-feira, 1 de março de 2010

Clarice Lispector



Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
(Clarice Lispector)

Conclusões de Aninha

Estavam ali parados. Marido e mulher.
Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roça
tímida, humilde, sofrida.
Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho,
e tudo que tinha dentro.
Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar
novo rancho e comprar suas pobrezinhas.

O homem ouviu. Abriu a carteira tirou uma cédula,
entregou sem palavra.
A mulher ouviu. Perguntou, indagou, especulou, aconselhou,
se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudar
E não abriu a bolsa.
Qual dos dois ajudou mais?

Donde se infere que o homem ajuda sem participar
e a mulher participa sem ajudar.
Da mesma forma aquela sentença:
"A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar."
Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada,
o anzol, a chumbada, a isca, apontar um poço piscoso
e ensinar a paciência do pescador.
Você faria isso, Leitor?
Antes que tudo isso se fizesse
o desvalido não morreria de fome?
Conclusão:
Na prática, a teoria é outra.



Cora Coralina (Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas), 20/08/1889 — 10/04/1985, é a grande poetisa do Estado de Goiás. Em 1903 já escrevia poemas sobre seu cotidiano, tendo criado, juntamente com duas amigas, em 1908, o jornal de poemas femininos "A Rosa". Em 1910, seu primeiro conto, "Tragédia na Roça", é publicado no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", já com o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911 conhece o advogado divorciado Cantídio Tolentino Brêtas, com quem foge. Vai para Jaboticabal (SP), onde nascem seus seis filhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio, Jacintha, Ísis e Vicência. Seu marido a proíbe de integrar-se à Semana de Arte Moderna, a convite de Monteiro Lobato, em 1922. Em 1928 muda-se para São Paulo (SP). Em 1934, torna-se vendedora de livros da editora José Olimpio que, em 1965, lança seu primeiro livro, "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1976, é lançado "Meu Livro de Cordel", pela editora Cultura Goiana. Em 1980, Carlos Drummond de Andrade, como era de seu feitio, após ler alguns escritos da autora, manda-lhe uma carta elogiando seu trabalho, a qual, ao ser divulgada, desperta o interesse do público leitor e a faz ficar conhecida em todo o Brasil.
Fonte: 
Releituras

Sherazade







Sherazade era casada com o Rei Shariar. Todas as noites contava fabulosas historias, que cativavam o rei, iniciando assim os contos das Mil e Uma Noites. As historias que Sherazade narrava, muito envolventes, eram sempre interrompidas na parte mais interessante.
Sherazade era uma mulher muito criativa e inteligente. Ela queria acabar com o hábito de um rei que, para se vingar de uma dor de cotovelo, se casava com uma nova mulher toda noite, ordenando sua execução na manhã seguinte.



Fontes
http://br.olhares.com/no_tempo_de_sherazade_foto915866.html
oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2008/...
storieswelike.blogspot.com/2008/08/mil-e-uma-...

Semana Especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher - 8 de março

História do 8 de março


No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, em Nova Iorque, fizeram uma grande greve para reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas), equiparação de salários com os homens ( as mulheres chegavam a receber até 1/3 do salário de um homem, para executar as mesmas tarefas) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.


A manifestação foi reprimida com total violência e as mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.


Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres mortas na fábrica em 1857.



Mas somente em 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Penélope


Na Mitologia Grega, Penélope, esposa de Ulisses, aguarda pelo marido durante todo o seu retorno da Guerra de Troia. Enquanto Ulisses guerreava em outras terras e seu destino era desconhecido, o pai de Penélope sugeriu que sua filha se casasse novamente, mas ela recusou, dizendo que o esperaria até a sua volta.

Diante da a insistência de seu pai, Penélope resolveu aceitar a corte dos pretendentes à sua mão. Para adiar o máximo possível o novo casamento, estabeleceu a condição de que se casaria somente após terminar de tecer uma colcha de tricô.
Durante o dia, aos olhos de todos, Penélope tecia a colcha, e à noite secretamente ela a desmanchava.

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Pen%C3%A9lope"